Resposta curta: A comissão do leiloeiro costuma ser de 5% sobre o valor do lance, paga pelo arrematante além do preço da arrematação. É um custo obrigatório e não incluído no lance — some-o ao ITBI (2% a 3%), ao registro em cartório (cerca de 1%) e a eventuais dívidas para chegar ao custo total real.
A comissão do leiloeiro, na maioria dos casos, é de 5% sobre o valor do lance. Esse valor é pago pelo arrematante por fora, ou seja, não sai do preço da arrematação. Se você dá um lance de R$ 300.000, a comissão fica em R$ 15.000, e o total a desembolsar já começa em R$ 315.000. É o custo mais esquecido por quem está começando.
Esse percentual aparece nos guias de custos de arrematação como a referência mais comum, mas depende do edital e do tipo de leilão.
A comissão não é o único custo. Some a ela o ITBI (2% a 3% conforme o município), o registro e emolumentos (cerca de 1% a 1,5%) e eventuais dívidas que o edital atribua a você, como condomínio em atraso. Em um exemplo com lance de R$ 300.000, com comissão de 5%, ITBI de 3%, registro de 1,2%, condomínio de R$ 8.000 e desocupação de R$ 12.000, o custo total chega a R$ 347.600, cerca de 15,9% acima do lance.
Por isso, o lance máximo deve ser calculado assim: valor de mercado menos a margem desejada, menos os custos estimados. A comissão entra nessa conta como custo obrigatório.
Antes de dar lance, confira no edital a cláusula que trata da comissão do leiloeiro e das condições da arrematação. Verifique também na matrícula se há débitos de condomínio ou IPTU e se o edital transfere alguma dívida para o arrematante. Cada edital pode trazer regras próprias, e é ele que define o custo final da sua arrematação.
Conteúdo informativo, não é parecer jurídico: a regra aplicável depende do edital e do processo de cada imóvel.
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